A ùltima decisão
-Sim pai,eu ach..eu estou pronta para isso,isso já é uma decisão tomada...-Minha mãe me abraçou,não sabia por que mais ela parecia querer chorar,mais estava muito tensa para cair agora e apenas retribui o abraço,não sabia o por que mais isso parecia que eu estava indo para forca,o que de tão ruim eles escondiam de mim?o que estava atrás de tudo isso?era o que eu iria descobri agora,minha mãe me soltou e eles começaram a subir as escadas,eu estava parada ainda olhando eles sem intender muito bem,meu pai olhou para mim e pela primeira vez sorrindo.
-Vamos,temos que começar pelo início e saiba que já estamos muito orgulhosos de você Sarah.-sem dizer mais nada eu apenas os segui escada a cima,ainda tinha as mãos nos bolsos e o rosto sério ainda tinha os meus olhares frios de algum modo.
Eu segui meus pais pela casa até que chegamos ao seu quarto eles entraram ainda sem nada falarem,o silêncio era o que me consumia e me deixava ainda mais desesperada pelo que estava por vim,sem espera meu pai se sento na cama e minha mãe ainda permanecia em pé a poucas distâncias dele,eu estava parada a porta apenas esperando alguma reação,meu pai me olhou.
-Entre Sarah-Eu entrei no quarto e parei de pé a frente dele,pela sua expressão era claro,ele iria começar um interrogatório sem fim e isso eu não poderia evitar,ele olhava em meus olhos e aquilo me impedia de mentir de maneira convincente quando precisasse.
-Sarah antes de tudo farei algumas perguntas para você-Como sempre eu sabia prever as suas reações,eu não disse nada e ele continuou-A quantos anos você treina para isso?-Eu ainda o olhava e me lembrava do passado que já não era tão distante quando eu pensava nele.
-Desde dos 5 anos pai...-Eu fechei os olhos me demorando um pouco mais me lembrando como os treinamentos e o que eu fazia naquela idade era levado por pura brincadeira por mim.
-E você já desconfio por que eu e sua mãe a treinamos?-Não sabia o que dizer,a coisa mais certa agora era apenas dizer o que meus sentimentos me guiassem.
-Não pai,eu me perguntava muito isso a alguns anos,porém aceitei que mais cedo ou mais tarde eu saberia a verdade e que eu não precisaria ter pressa...Ele suspirou forte e ainda olhava em meus olhos,tirando eles dos meus ele se levantou e caminhou de encontro a espada que eu havia usado a noite passada.
-Sente-se Sarah por que agora eu lhe contarei tudo-Eu o obedeci e neste momento olhei a minha mãe que não manifestara nada com aquele assunto e as perguntas com que ele fazia e eu o respondia,meu pai suspirou fundo e ainda com os olhos focados a espada como se ele não se encontrasse mais ali ,ele estava agora em um futuro muito distante que pelo visto nem ele.
-Sarah tudo isso começou a muito tempo mais não sabemos ao certo quando,a muitos séculos atrás meu antepassado Endersen Clayderman que vivia em uma casa de campo muito distante da cidade e alegremente bem presenciou algo,ele percebeu e pode sentir que algo ou alguém o vigiava de algum modo,não demorou muito para aquilo aparecer em sua frente e se mostrar completamente,a aparência não passava de uma pessoas extremamente bonita e elegante,porém ele pode perceber e sentir que tal ser não era humano e era muito perigoso,ele se disse um viajante que precisava de um lugar para repouso,mas seus olhos traiam suas palavras,antes mesmo que elas pudesse se concluir o que dizia por um impulso súbito ele o atacou,o ser era muito ágil e por algumas vezes suas rapidez o tornava invisível..-Ele parou ainda pensando no que diria a mim,talvez com medo de me assustar ou outra coisa do tipo,ele não sabia que mais me assustaria ou me surpreenderia em tal ponto-Mas ele não esperava que Endersen fosse tão forte,nem ele mesmo sabia de tal aptidões,ele podia acompanhar sua velocidade como um filme em câmara lenta,ele o acertou usando uma espada que ele mesmo havia feito com muito carinho e trabalho,como se um dia ele soubesse que precisaria de uma,ele a talhou com detalhes magníficos a tornando única,ele conseguiu acertar o ser,porém como se nada tivesse acontecido,o ser que agora não se demostrava mais o ser educado e desinformado de uns minutos atrás tentou o matar de várias formas ...mas não conseguiu,lutaram por algum tempo,o ser estava fraco e sedento pelo que realmente os mantinham vivos...o sangue,o lugar que a espada havia sido passado ao ver de perto não era como antes do corte,havia o deixado um machucado,fino e quase imperceptível aos olhos normais,ele usava um imenso casaco preto e tampara o ferimento para que Endersen que se concentrava em mata-lo enquanto empunhava a espada não percebesse de imediato,não demorou muito para ficar perceptível pela a quantidade de sangue embora pouca não podia negar que isso o afetava,agora ele sabia que o ataque teria que ser mortal,certamente o havia afetado,vários ataques tanto a um quanto a outro se sucederam até que um deles caiu ao chão incapaz de lutar mais por sua vida,se pode-se se dizer que aquele ser fosse mesmo algo vivo,a espada contia algo que o feria,mais não era direto,era algo que demorava para efetivar o efeito,antes que o ser pudesse morrer Endersen caiu ao chão morto,na tentativa de matar o ser se machucara e o ferira muito e infelizmente ele não era tão resistente ou tão forte,ele morreu deixando o ser em sua frente agonizando pela terrível dor de cada ferimento que trazia pelo corpo todo...-Eu escutava cada detalha para que não perdesse nada explicado porém não podia negar,aquilo era tão cansativo como qualquer outra aula que eu tinha,mas eu ainda sim ouvia e prestava absoluta atenção-Ele deixou a mulher e o filho que o viu o estirado ao chão segurando consigo a espada,ele trazia consigo vários arranhões e cortes,o filho de 10 anos jurou que um dia se vingaria,neste momento o ser já havia fugido,porém muito mais desabilitado do que imaginavam,Antoni seu filho sabia que assim como ele possuía sede de vingar a morte de seu pai a criatura voltaria para vingar-se de tal danos infligidos,ele passou anos treinando e aprimorando o que o pai o havia deixado deixado de herança,sua velocidade,agilidade,inteligencia,visão,força e espirito,quando o filho já um jovem que havia perdido esperanças de encontrar o ser novamente e detê-lo se decaiu em profunda escuridão por pensar que nunca cumpriria a promessa que viseira ao corpo estirado morto ao chão do pai,ele havia adicionado a espada várias outras coisas e reforçada, sua essência principal a prata que cada ano se tornava mais pura e reluzente clamava o sangue daquele que matara seu verdadeiro criador,foi quando em uma tarde fria e cheios de nevoeiros apareceu o mesmo ser ,ele se hesitar e sem dar-lhe ouvidos empunhou a espada,com movimentos rápidos o partiu em pedaços com sua força,a espada cortou as partes vitais que são as mesmas quando se ataca uma pessoas normal com intenção de matar e o ser sangrou e agonizou novamente,mas desta vez era seu corpo que estava estirado ao chão,porém ele sabia que no mundo aquele não era um único,haviam muitos mais seres como aquele e ele não estava satisfeito com a morte de apenas um,sabia que muitos morriam por causa da existência deles,Sarah pode concluir o que é exatamente era o ser que te perseguia?-Ele me perguntou,tinhas minhas deduções mais nunca apostaria nelas,mais era a única teoria que eu tinha no momento,ainda recém arrancada da história me obriguei a pensar um pouco na pergunta que ele havia me feito,teria que ser uma resposta satisfatória mesmo que ela parecesse loucura.
-Bonito,rápido,sede de sangue,encantador,sedutor, pai parece loucura o que eu direi,mas isso parece coisas de lendas e mitos que não existem,sabe...essas são qualidades dadas a vampiros,seres fictícios que escritores recorrem para se tornarem famosos,afinal Drácula de Bram Stockler,Anne Rice,Stephanie Meyer como poderia ser verdade?cada um coloca um vampiro da forma que o imagina ou o vê,isso é loucura demais...-Era tudo que eu tinha e eu mesmo me questionava,isso era loucura demais para chegar a menciona-la,mas era a única coisa que eu tinha,eu ainda permanecia sentada,olhando meu pai que ainda permanecia com o olhar fixo na espada pregada na parede,minha mãe me olhava com um rosto que eu nunca a vi tão assustada.
-Pensei que não acertaria mais eu estava enganado-Ele disse segundos depois.
-Eu e-estou certa?-Como seria possível?pensava comigo.
-Sim Sarah está,é exatamente eles que caçamos,hoje temos outros recursos para mata-los muito mais eficientes,mas sim é a mais pura verdade.-Por mais que eu não quisesse aceitar era como eu sempre tivesse essa informação,não estava assutada,mas ansiosa pelo que viria pela frente,sentia meu sangue ferver,meu coração bater mais rápido,quando senti as mãos de minha mãe em meu ombro,eu sai dos devaneios em que eu me encontrava e a olhei,seus olhos marejados,eu esperei para que ela falasse.
-Sarah se não quiser pode desistir,não nos importaremos...-foi quando eu ouvi a voz cordial de meu pai a interrompendo ainda no mesmo lugar que estava.
Continua...
terça-feira, 17 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Capítulo III -N.B.L
A Última Decisão
Estava perto de casa,e não havia parado de correr,agora para os outros eu era apenas um vulto em meio a densa escuridão da noite,a agilidade me favorecia,mas não era grata e nem sorria por isso,eu não ligava mais para isso,segurava com as minhas forças as lágrimas,não iria chorar,não como antes,a raiva de não saber,isso me consumia,me sentia totalmente sozinha e vulnerável agora,como se qualquer um pudesse simplesmente me matar,ainda restava a coragem,não muito mas o que ainda havia sobrado depois de pensar em tudo isso,seria o suficiente para lutar e vencer,e eu apenas tinha certeza disso.
Faltava apenas um quarterão,podia ver a minha casa dali,os muros enormes,as cercas e os alarmes eu estava correndo,para um lugar que agora seria o fim do mundo-Do meu mundo-Eu corria para minha prisão sem saber se sairia de lá tão cedo,eu senti um vento mais forte,pude sentir que ele...o que me perseguia estava perto,mais perto do que eu podia imaginar,ouvi o seu riso se divertindo com tudo isso,mais não virei para olha-lo,o que quer que fosse morreria e seria por minhas mãos,pela primeira vez teria a coragem de matar,sem piedade,eu já havia aceitado e me transformado,me fechado mais ainda e meus olhos talvez nunca demostrassem algum sentimento novamente,eu sabia disso,e eu me entristecia ao saber disso,mas já era tarde demais,tarde demais para retomar tudo,não era a mesma e nunca mais seria-Não a partir desta noite,não a partir de alguns minutos atrás,a mudança começava agora e a frieza era apenas o começo de tudo-Se isso seria o modo mais fácil ou não,apenas eu saberia,e como todas as outras coisas eu não tinha a resposta neste momento.
Agora eu estava poucos metros da minha casa,corria sobre os muros finos das outras casas,nunca corri tanto para encontrar uma coisa que eu não queria,foi quando um vulto na mesma agilidade que eu me perseguia mais visivelmente do que antes,eu não pararia mais sabia que não precisaria disso,até por que ele tentaria me parar e se eu estivesse certa tentaria me matar,mas ele não sabia que eu poderia mata-lo antes que ele pudesse perceber,agora a vontade de matar alguém era absoluta em mim,eu queria que isso passasse,que desaparecesse,mais eu já havia entendido que assim como as outras coisas isso não passaria tão facilmente.
Faltava pouco,em menos de dois míseros minutos eu estaria em casa,mais esse tempo parecia não passar,e eu continuava a correr. Sem nenhum esforço apenas pulei de um muro ao chão em frente ao portão da minha casa,não queria usar chaves,eu não precisava delas e para agora apenas iria garantir que o que estivesse atrás de mim me matasse ou não.
Distanciando-me do portão apenas olhando o enorme muro da minha casa,deveria ter três metros ou mais,nunca havia parado para contar isso,apenas subi o muro,sem ao menos usar as mãos,era fácil para mim,era como andar normalmente quando subia um morro,só que mais rápido e a força que usava para conseguir não era nada perto da que eu poderia fazer,quando queria e tinha vontade,pulei a cerca elétrica que ficava obre o muro facilmente,sem ao menos perceber já estava no grande jardim da minha casa,eu poderia me tranquilizar agora,pelo menos era isso que eu pensava,eu sabia que aquela coisa que me perseguia não entraria aqui hoje,meus pais estavam em casa e ele não ousaria fazer isso.
Apenas ouvi o mesmo riso e uma frase
-Chegará um momento que você estará sozinha,e sem lugar para fugir e ninguém para te proteger,eu esperarei,sou muito mais paciente do que imaginava,e quando essa hora chegar será sua morte e pode ter certeza disso,eu anseio a sua morte assim como você ansiava a minha morte a alguns momentos atrás,me decepciona saber que este sentimento esta passando,quero ver isso em seus olhos quando a sua morte chegar,será minha vingança. Só estou lhe avisando que você não deveria ser desta família,pode se perceber que nunca nasceu para isso por mais que tente se convencer,espero que pelo menos seja divertido,pois sua morte será a melhor para mim e a pior para você.
Estava distante,as palavras pareciam mais uma canção que uma ameaça e um aviso de morte,ele estava do outro lado do muro enquanto eu continuava andar em direção a casa,aquilo poderia parecer ruim,ouvir que alguém forte queria me matar e me torturar,mas para mim também seria divertido por que quando eu o encontrasse o o mataria antes mesmo que ela pudesse fazer algo contra mim,eu já havia escutado esta voz,e não era só em meus pesadelos onde ela ecoava,era na realidade,a noite passada.
Como eu sabia agora era certeza,ele não havia morrido,me lamentava por que eu não havia conseguido mata-lo naquele momento,mas sem dúvidas agora eu tinha um desafio e isso me animava,enquanto eu andava apenas consegui sorrir ao pensar nisso respondi usando uma voz baixa que eu sabia que ele poderia ouvir.
-Alguém morrerá mas você está errado...eu o matarei nem que seja a última coisa que eu faça...você não deveria me subestimar de tal forma,os que aparentam fraqueza são os que devem ser mais temidos...a sua expectativa esta bem diferente da minha,eu o caçarei mesmo que minha vida esteja em jogo,agora será questão de orgulho.
Eu dizia tudo isso em uma voz calma e tranquila,não sabia de onde isso vinha,mas se eu continuasse a mesma de quando eu havia me levantado esta manhã agora estaria com medo,e desta vez eu não sentia nada deste tipo,pelo contrário a certeza me consumia,enquanto eu andava calmamente até a porta da minha casa atravessando o jardim,pude ainda ouvi-lo mesmo já estando metros de distância do portão,ele deu uma risada
-veremos -Disse ele por fim,eu não falei mais nada,já sabia que ele não estava mais ali,eu poderia sentir,apenas cheguei a grande porta a da mansão onde eu morava,sem esperar um segundo girei a maçaneta da porta e olhei em frente.
Meus pais estavam ali me esperando em frente a escada junto com Lya e Kevin,eles me olhavam sérios e assim eu os encarava também,meu pai era alto 1,95,seus cabelos eram um castanho escuro que ao luar pareciam preto,seus olhos eram castanhos assim como os meus,o seu cabelo liso caia em seus olhos,ele tinha apenas 35 anos e ainda estava tão bem quando um homem de 25,parecia que ele fazia academia sempre,sua pele era branca mais não tanto quanto a minha,por mais que estivessem sérios eu poderia ver atrás daquela máscara atual que me encarava todos os dias desde de criança. Por alguma razão ele estava orgulhoso e seus olhos me diziam isso por mais que o resto poderia dizer que eu poderia estar encrencada meus olhos seguiam a cor dos seus e se tornavam iguais quando eles se encontravam mesmo por frações de segundos,mesmo sem muito contatos e brincadeiras tive momentos maravilhosos ao lado dele, Stiven Clayderman era mais do que os outros conheciam,sob aquele terno preto com risca de giz que sempre usava e sua gravata azul marinho algo me dizia que apenas eu sabia disso,a única que ele não escondia nada nem se quisesse e lutasse para isso.
Ao lado dele,minha mãe ,linda como sempre e parecida comigo,os cabelos castanhos em tons de marrom,sua pele tão branca quanto a minha,mas os olhos eram verdes e sinceros por mais que ela estivesse séria,ela vestia um conjunto jeans impecável comparado a uma mulher de negócios assim como o meu pai,seu cabelo estava presos em pequenos cachos e ondulações,o seu corpo esbelto como sempre,não parecia minha mãe,por mais que parecêssemos sempre achava que ela fosse mais bonita,daria inveja a qualquer mulher,ela era apenas poucos anos maus nova que meu pai 32,eles não pareciam ter a idade que aparentavam,muito mais novos,por último olhei Kevin e Lya e encostei a porta,aquele havia se passado em questão de segundos,eu apenas coloquei as mãos nos bolsos da jeans e caminhei tentando parecer despreocupada em direção a eles,meus olhos que por mais que felizes brilhavam um pouco do frio de alguns instantes atrás os focavam para talvez tentar ao menos desvendar suas reações-Sabia que isso não iria adiantar,quando eles me esperavam de tal forma tinha medo do que poderia ser-Mas segui até que eu estivesse bem a frente deles,com os olhos frios ainda os focando,mantendo eles em minha visão,tentava manter minha cabeça e meus pensamentos no que eles poderia falar.
Foi meu pai que começou
-Estamos preocupados com você Sarah..-Ele me olhava fixamente,de um modo impossível de se desviar
-Pensamos que algo tivesse ocorrido a você..-Minha mãe começou e meu pai a olhou fazendo a parar e esperar,eu olhava eles fixamente procurando um modo ou uma desculpa normal,Kevin e Lya apenas me olhavam sem nada falar.
-E não adianta pensar que alguma desculpa irá nos convencer,Sarah você esta mesmo preparada para assumir e saber o que realmente somos?você não acha que é muito nova? Esta realmente disposta a largar tudo por isso,mesmo sabendo que depois de revelado não poderá voltar atrás?...apenas me responda,está realmente pronta para isso?-Por essa eu não esperava,essas eram as perguntas sem respostas que fazia a mim mesma alguns segundos atrás,e eu já havia decidido,sem escolha ou opção de ajuda,isso chegaria e me perseguiria mesmo se não fosse agora,chegaria o momento que eu teria que aceitar e ouvir,e condenar o meu futuro...ou talvez não,meus punhos se fecharam mais eu continuei a olha-los .
Estava perto de casa,e não havia parado de correr,agora para os outros eu era apenas um vulto em meio a densa escuridão da noite,a agilidade me favorecia,mas não era grata e nem sorria por isso,eu não ligava mais para isso,segurava com as minhas forças as lágrimas,não iria chorar,não como antes,a raiva de não saber,isso me consumia,me sentia totalmente sozinha e vulnerável agora,como se qualquer um pudesse simplesmente me matar,ainda restava a coragem,não muito mas o que ainda havia sobrado depois de pensar em tudo isso,seria o suficiente para lutar e vencer,e eu apenas tinha certeza disso.
Faltava apenas um quarterão,podia ver a minha casa dali,os muros enormes,as cercas e os alarmes eu estava correndo,para um lugar que agora seria o fim do mundo-Do meu mundo-Eu corria para minha prisão sem saber se sairia de lá tão cedo,eu senti um vento mais forte,pude sentir que ele...o que me perseguia estava perto,mais perto do que eu podia imaginar,ouvi o seu riso se divertindo com tudo isso,mais não virei para olha-lo,o que quer que fosse morreria e seria por minhas mãos,pela primeira vez teria a coragem de matar,sem piedade,eu já havia aceitado e me transformado,me fechado mais ainda e meus olhos talvez nunca demostrassem algum sentimento novamente,eu sabia disso,e eu me entristecia ao saber disso,mas já era tarde demais,tarde demais para retomar tudo,não era a mesma e nunca mais seria-Não a partir desta noite,não a partir de alguns minutos atrás,a mudança começava agora e a frieza era apenas o começo de tudo-Se isso seria o modo mais fácil ou não,apenas eu saberia,e como todas as outras coisas eu não tinha a resposta neste momento.
Agora eu estava poucos metros da minha casa,corria sobre os muros finos das outras casas,nunca corri tanto para encontrar uma coisa que eu não queria,foi quando um vulto na mesma agilidade que eu me perseguia mais visivelmente do que antes,eu não pararia mais sabia que não precisaria disso,até por que ele tentaria me parar e se eu estivesse certa tentaria me matar,mas ele não sabia que eu poderia mata-lo antes que ele pudesse perceber,agora a vontade de matar alguém era absoluta em mim,eu queria que isso passasse,que desaparecesse,mais eu já havia entendido que assim como as outras coisas isso não passaria tão facilmente.
Faltava pouco,em menos de dois míseros minutos eu estaria em casa,mais esse tempo parecia não passar,e eu continuava a correr. Sem nenhum esforço apenas pulei de um muro ao chão em frente ao portão da minha casa,não queria usar chaves,eu não precisava delas e para agora apenas iria garantir que o que estivesse atrás de mim me matasse ou não.
Distanciando-me do portão apenas olhando o enorme muro da minha casa,deveria ter três metros ou mais,nunca havia parado para contar isso,apenas subi o muro,sem ao menos usar as mãos,era fácil para mim,era como andar normalmente quando subia um morro,só que mais rápido e a força que usava para conseguir não era nada perto da que eu poderia fazer,quando queria e tinha vontade,pulei a cerca elétrica que ficava obre o muro facilmente,sem ao menos perceber já estava no grande jardim da minha casa,eu poderia me tranquilizar agora,pelo menos era isso que eu pensava,eu sabia que aquela coisa que me perseguia não entraria aqui hoje,meus pais estavam em casa e ele não ousaria fazer isso.
Apenas ouvi o mesmo riso e uma frase
-Chegará um momento que você estará sozinha,e sem lugar para fugir e ninguém para te proteger,eu esperarei,sou muito mais paciente do que imaginava,e quando essa hora chegar será sua morte e pode ter certeza disso,eu anseio a sua morte assim como você ansiava a minha morte a alguns momentos atrás,me decepciona saber que este sentimento esta passando,quero ver isso em seus olhos quando a sua morte chegar,será minha vingança. Só estou lhe avisando que você não deveria ser desta família,pode se perceber que nunca nasceu para isso por mais que tente se convencer,espero que pelo menos seja divertido,pois sua morte será a melhor para mim e a pior para você.
Estava distante,as palavras pareciam mais uma canção que uma ameaça e um aviso de morte,ele estava do outro lado do muro enquanto eu continuava andar em direção a casa,aquilo poderia parecer ruim,ouvir que alguém forte queria me matar e me torturar,mas para mim também seria divertido por que quando eu o encontrasse o o mataria antes mesmo que ela pudesse fazer algo contra mim,eu já havia escutado esta voz,e não era só em meus pesadelos onde ela ecoava,era na realidade,a noite passada.
Como eu sabia agora era certeza,ele não havia morrido,me lamentava por que eu não havia conseguido mata-lo naquele momento,mas sem dúvidas agora eu tinha um desafio e isso me animava,enquanto eu andava apenas consegui sorrir ao pensar nisso respondi usando uma voz baixa que eu sabia que ele poderia ouvir.
-Alguém morrerá mas você está errado...eu o matarei nem que seja a última coisa que eu faça...você não deveria me subestimar de tal forma,os que aparentam fraqueza são os que devem ser mais temidos...a sua expectativa esta bem diferente da minha,eu o caçarei mesmo que minha vida esteja em jogo,agora será questão de orgulho.
Eu dizia tudo isso em uma voz calma e tranquila,não sabia de onde isso vinha,mas se eu continuasse a mesma de quando eu havia me levantado esta manhã agora estaria com medo,e desta vez eu não sentia nada deste tipo,pelo contrário a certeza me consumia,enquanto eu andava calmamente até a porta da minha casa atravessando o jardim,pude ainda ouvi-lo mesmo já estando metros de distância do portão,ele deu uma risada
-veremos -Disse ele por fim,eu não falei mais nada,já sabia que ele não estava mais ali,eu poderia sentir,apenas cheguei a grande porta a da mansão onde eu morava,sem esperar um segundo girei a maçaneta da porta e olhei em frente.
Meus pais estavam ali me esperando em frente a escada junto com Lya e Kevin,eles me olhavam sérios e assim eu os encarava também,meu pai era alto 1,95,seus cabelos eram um castanho escuro que ao luar pareciam preto,seus olhos eram castanhos assim como os meus,o seu cabelo liso caia em seus olhos,ele tinha apenas 35 anos e ainda estava tão bem quando um homem de 25,parecia que ele fazia academia sempre,sua pele era branca mais não tanto quanto a minha,por mais que estivessem sérios eu poderia ver atrás daquela máscara atual que me encarava todos os dias desde de criança. Por alguma razão ele estava orgulhoso e seus olhos me diziam isso por mais que o resto poderia dizer que eu poderia estar encrencada meus olhos seguiam a cor dos seus e se tornavam iguais quando eles se encontravam mesmo por frações de segundos,mesmo sem muito contatos e brincadeiras tive momentos maravilhosos ao lado dele, Stiven Clayderman era mais do que os outros conheciam,sob aquele terno preto com risca de giz que sempre usava e sua gravata azul marinho algo me dizia que apenas eu sabia disso,a única que ele não escondia nada nem se quisesse e lutasse para isso.
Ao lado dele,minha mãe ,linda como sempre e parecida comigo,os cabelos castanhos em tons de marrom,sua pele tão branca quanto a minha,mas os olhos eram verdes e sinceros por mais que ela estivesse séria,ela vestia um conjunto jeans impecável comparado a uma mulher de negócios assim como o meu pai,seu cabelo estava presos em pequenos cachos e ondulações,o seu corpo esbelto como sempre,não parecia minha mãe,por mais que parecêssemos sempre achava que ela fosse mais bonita,daria inveja a qualquer mulher,ela era apenas poucos anos maus nova que meu pai 32,eles não pareciam ter a idade que aparentavam,muito mais novos,por último olhei Kevin e Lya e encostei a porta,aquele havia se passado em questão de segundos,eu apenas coloquei as mãos nos bolsos da jeans e caminhei tentando parecer despreocupada em direção a eles,meus olhos que por mais que felizes brilhavam um pouco do frio de alguns instantes atrás os focavam para talvez tentar ao menos desvendar suas reações-Sabia que isso não iria adiantar,quando eles me esperavam de tal forma tinha medo do que poderia ser-Mas segui até que eu estivesse bem a frente deles,com os olhos frios ainda os focando,mantendo eles em minha visão,tentava manter minha cabeça e meus pensamentos no que eles poderia falar.
Foi meu pai que começou
-Estamos preocupados com você Sarah..-Ele me olhava fixamente,de um modo impossível de se desviar
-Pensamos que algo tivesse ocorrido a você..-Minha mãe começou e meu pai a olhou fazendo a parar e esperar,eu olhava eles fixamente procurando um modo ou uma desculpa normal,Kevin e Lya apenas me olhavam sem nada falar.
-E não adianta pensar que alguma desculpa irá nos convencer,Sarah você esta mesmo preparada para assumir e saber o que realmente somos?você não acha que é muito nova? Esta realmente disposta a largar tudo por isso,mesmo sabendo que depois de revelado não poderá voltar atrás?...apenas me responda,está realmente pronta para isso?-Por essa eu não esperava,essas eram as perguntas sem respostas que fazia a mim mesma alguns segundos atrás,e eu já havia decidido,sem escolha ou opção de ajuda,isso chegaria e me perseguiria mesmo se não fosse agora,chegaria o momento que eu teria que aceitar e ouvir,e condenar o meu futuro...ou talvez não,meus punhos se fecharam mais eu continuei a olha-los .
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