quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cap III³ - Terceira Parte

A Última Decisão

-Não, ela não pode Melanie,e você sabe muito bem disso,Sarah já fez sua escolha e..-Antes mesmo que eles terminassem o que eu poderia ver ocasionar em um discussão eu comecei me levantando da cama.

-Mãe,Pai,eu escolhi isso,não vou desistir afinal agora ou mais tarde terei que enfrentar isso de qualquer modo,e agora que eu já sei de tudo sei que sou capaz,afinal treino desde de pequena pra fazer isso não é?...peço apenas uma coisa,confiem em mim.-Eles se entre olharam por um momento e eu me dirigi a um espelho que ficava dou outro lado da cama,não era muito grande mais grande o suficiente para ver meu rosto,meus olhos brilhavam,eu esperava e já me imaginava caçando,isso era inevitável e perigoso,mais ao mesmo tempo parecia mais divertido do que eu poderia imaginar,eu sorri a mim mesma e meu pai continuou.

-Eu confio em você Sarah,você é minha filha e assim como eu e os outros que vieram antes de você,você honrará o que nós somos.-Eu ainda sorria a mim mesma no espelho e escutei a voz de minha mãe como uma faca afiada cortando o ar.

-Você quer mesmo isso?Sarah você é muito nova,espere mais um tempo...o que acha?-Eu a finalmente a olhei,meus olhos focavam seus olhos verdes,eu me aproximei e lhe dei um abraço sem nada dizer e então depois de passado algum tempo eu comecei a lhe dizer.

-Mãe eu sei que posso e não precisa temer,eu vou conseguir,sei que sim,e eu posso ter apenas 15 anos,eu irei fazer 16 em breve, já não sou tão nova,já está na hora de eu começar a fazer algo por vocês,e eu esperava muito que esse dia chegasse,e agora que ele chegou eu farei o meu melhor.-antes que eles pudessem interromper-Pai quando será minha primeira missão?não vejo a hora de matar aquele vampiro que estava me atormentando..-Era a segunda vez que eu dizia a palavra,sem dúvidas mais fácil do que eu poderia imaginar,os dois ainda me olhavam assustados,talvez seria a naturalidade que eu tratava os fatos.

-Ele se chama Richard e já vem nos dando trabalho a algum tempo...por que Sarah?-Ele me olhava com certa curiosidade,e eu agora olhava em seus olhos,e o sorriso em minha boca se definia em uma linha apertada mais maliciosa.

-Eu quero mata-lo pessoalmente pai,sei que consigo-Eu sorria a ele quando a minha mãe interrompeu novamente.

-Sarah espere pelo menos seu aniversário,daqui duas semana você estará com 16 anos,por favor Sarah,já perdi várias pessoas que amo,não me faça perder você filha-Ela me disse me abraçando forte e suas lágrimas começaram a molhar meu ombro,eu olhava meu pai sobre os ombros de minha mãe enquanto ela me detinha em um aperto forte,ele assentiu e eu não podia dizer não,não podia negar um pedido a ela,mesmo não gostando muito da espera eu entendia minha mãe e podia compreender o que ela estava passando,eu ainda olhava meu pai fixamente,não queria esperar mais duas semanas, eu não precisava,respirei fundo enquanto minha mãe ainda chorava em silencio abraçada a mim,eu não podia por mais que quisesse,por mais que a minha vontade fosse grande,ela me abraçava com força e me tinha sem movimento algum,a única coisa que pude fazer foi me afastar para olha-la nos olhos.

-Mãe,já que você quer assim,eu espero essas semanas,mais depois não invente algo para me impedir novamente.-Ela ainda me abraçava e agora terminava me dando beijos no rosto como agradecimento,quando olhei o relógio já se passava da meia noite,não tinha percebido que havia me perdido tanto,estava tarde da noite e eu nem ao menos cheguei a pensar nas horas que se passavam,eu sorri aos dois esperando que eles dissessem mais alguma coisa.

-Filha,seu pai e eu teremos que sair amanhã bem cedo,não iremos longe,acho que Portugal mais não se preocupe.-Não pude evitar a curiosidade que se formava em minha mente,tudo ainda era muito novo,era uma coisa que mesmo querendo eu tinha que perguntar.

-Mãe existe muitos vampiros por ai?-Disse indo abraçar meu pai com um beijo de despedida.

-Sim existe,Londres mesmo tem alguns,mais por enquanto matamos aqueles que causam grandes danos a sociedade,que matam demais as pessoas,porém todos são perigosos Sarah...então tome cuidado com isso,seu sangue é doce demais e chama muita atenção dele,bom pelo menos fico tranquila por saber se defender disso agora.-Fui até ela e fiz o mesmo.

-Intendi perfeitamente,bom até mais e boa viagem...nós nos vemos daqui uns dias,amo vocês.-Logo depois de dizer isso me dirigi a porta e sai a fechando sem causar muito barulho,eu continuava ali escutando,queria saber o que eles falariam,quando pude escutar a voz do meu pai que quebrava os segundos de silencio.

-Não se preocupe a toa Melanie,você percebeu como ela agiu antes,até mesmo aqui com a espada,sabe melhor que ninguém que muitos poucos de nós conseguimos sequer carrega-la,por trazer consigo o peso de algo que foi comprido,objeto de uma vingança,se ela fosse simples nunca teria tirado-a do lugar,eu mesmo demorei meses para fazer isso e Sarah levou dias,ela é especial e seguira um caminho diferente do nosso. Você sabe muito bem disso.

-Sim sim,claro que sei Stiven,nossa filha não é como nós,ela pode fazer coisas que nós demoramos muito para aprender,o modo de correr,de respirar,de aliviar a tensão apenas com a concentração,tudo isso vem dela,ainda me lembro como se fosse hoje quando ela nasceu...todos diziam que ela conseguiria...

-...Colocar o mundo no eixo equilibrados todos os lados e todas as espécies,isso tudo por que ela era nossa filha e...

-..Já estava previsto que ia acontecer...mas vamos parar de falar nisso,Sarah ainda não precisa saber que a missão de vida dela esta bem além dessa,pelo menos por enquanto.

As palavras se completavam,eu não precisava fazer nada,nem pensar em nada,apenas ai sem fazer barulho de lá,enquanto caminhava me perguntava se realmente estava acordada assim como a noite passada,se realmente aquilo era verdade. E eu não conseguia achar nenhum argumento ou motivo para negar ou dizer que tudo aquilo era mentira,por que não era,aquilo que havia escutada não passava da mais pura verdade. No meio ainda dos corredores eu disparei correndo até o meu quarto,não demorava tanto quando eu corria e sentia o vento como se fossemos apenas um.

Entrei em meu quarto e troquei de roupa,logo depois apenas me joguei na cama sem pensar e as lágrimas corriam finalmente pelo meu rosto,não por raiva,medo ou por que eu estava sendo forçada e muito longe de tristeza o problema era que eu acabava de fazer a última escolha para mim,por que já não restava mais nada. Entre os prantos silenciosos que se pareciam com os choro de minha mãe naquele dia eu adormeci sem medir consequências,sem ao menos pensar o que isso faria ou não. Era sexta feira e me aliviava em pensar que no dia seguinte poderia ter um descanso finalmente,não que as aulas não me interessasse,mas com tudo aquilo na cabeça prestar atenção em algo se tornava ainda mais difícil,enquanto dormia algo escuro invadiu minha mente,o sonho que nem começara se tornava um pesadelo antes mesmo que eu pudesse identificar vestígios de um sonho bom, tudo estava coberto por escuridão,agora eu não conseguia escapar dela nem mesmo enquanto eu dormia e isso por mais que eu não estivesse consciente me colocava em pânico.

No pesadelo eu me encontrava em um lugar totalmente negro,nada poderia ser visto dali,foi quando dois olhos me olhavam,eu não sabia onde eles estavam mais podia sentir que eles me observavam,quem eu não sabia,mais podia ter certeza,era um vampiro,eu não conseguia me mexer,reagir e o pânico me dominavam,a vontade de gritar e correr era imensa,ele se aproximava e foi quando eu pude vê-lo. Como sempre trazia em si uma beleza estonteante e aparentava 25 anos,os cabelos negros como a noite assim como seu olhar,ele se aproximava e eu ainda não conseguia me mexer. Foi quando ele sumiu de repente,eu olhava os lados,mais não sabia dizer onde ele estava. Sentia duas mãos frias e gélidas me prenderem por trás impossibilitando de eu as mexerem para defender,ele me abraçou calmamente enquanto ainda segurava minhas mão,ele não podia vê-lo,ele se encontrava nas minhas costas e eu não conseguia mexer minhas pernas,ele encostou os lábios frios n meu pescoço a vontade era chuta-lo,fazer algo para que isso parasse,o ódio me consumia

-Se acalme a pior coisa que pode te acontecer agora é sua morte.

Ele cravou as presas afiadas no meu pescoço e foi quando eu levantei com as mãos no pescoço. O dia já estava claro,não havia percebido isso,enquanto tinha aquele pesadelo parecia que havia durado segundos,e pelo que eu percebia agora já havia passado horas,com um impulso rápido pulei da cama,e troquei de roupa rapidamente prendendo o cabelo em um coque,ainda era dez horas da manhã de sábado,arrumei a minha cama e me dirigi a varanda,como sempre algumas nuvens faziam seus serviço de encobrir o sol,porém não tirava toda minha animação,foi quando eu escutei duas batidas na porta.


Continua...

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